Jairzinho/1970 x Ronaldo/2002

Durante a preparação de Campeões para Sempre, uma dúvida me ocorreu. Afinal, quem foi mais eficiente, quem apresentou a melhor performance em campanha do Brasil que terminou com o caneco levantado: o Jairzinho, Furacão de 1970, ou o Ronaldo, Fenômeno de 2002?

É de Jairzinho, o Furacão, uma marca que resiste ao tempo e à toda sorte de artilheiros de quaisquer nacionalidades: ter anotado gols em todos os jogos de uma seleção em uma única Copa do Mundo.

Jair Ventura alcançou o feito em 1970, tendo marcado 2 tentos contra a Tchecoslováquia, e um gol contra Inglaterra (o tento da vitória), Romênia, Peru, Uruguai e Itália. Mas não conseguiu ser o artilheiro do torneio. Gerd Müller, da Alemanha, mandou 10 bolas para as redes mexicanas e terminou na liderança da tábua de goleadores.

Em 2002, Ronaldo Nazário também foi o artilheiro máximo de uma Copa – 8 gols. Entretanto, passou em branco contra a Inglaterra, pelas quartas de final. Marcou o gol de empate na estreia, contra a Turquia, fez mais um contra a China e balançou as redes duas vezes na vitória sobre a Costa Rica. Marcou mais um contra a Bélgica e, com um biquinho da chuteira, levou o Brasil a bater novamente os turcos, pela semifinal. Na decisão, sobrou e marcou os dois gols do pentacampeonato sobre o melhor jogador do torneio, o goleiro alemão Oliver Kahn.

Jairzinho só não terminou em campo na partida contra o Peru, quando deu lugar a Roberto Miranda, aos 35′ da segunda etapa. Ronaldo, por sua vez, só ouviu o apito final dentro de campo nas partidas contra Costa Rica e Bélgica. Foi substituído em todas os outros cinco jogos da campanha, inclusive na final. 

Assim, Jairzinho apresenta melhor média de gols por partida, 1,16 gol, contra 1,14 gol de Ronaldo. Mas, se computado somente o tempo em que estiveram em campo, Ronaldo fez um gol a cada 69,1 minuto, enquanto Jair “demorou” um pouco mais: 75,1 minutos. Apenas uma das curiosidades com as quais me deparei e que acabei reservando para o capítulo – não previsto inicialmente – que batizei de Pentagráficos. Na verdade, uma brincadeira gráfica que tenta comparar números das cinco Copas vitoriosas.

Furacão e Fenômeno. Dois monstros do futebol brasileiro e mundial. Performances praticamente idênticas, assim como a importância que ambos tiveram nas conquistas em solo mexicano e asiático.

 

Post Author: infogol

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