dez
21
2017
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Grêmio Maringá, campeão paranaense de 1977

Foi em 4 de setembro de 1977. Tarde de domingo em Maringá. Estádio Willie Davids completamente lotado. No tempo em que a Geral estava aberta, e onde a torcida assistia ao jogo em pé, cerca de 33 mil pessoas marcavam presença. Renda de 1,134 milhões de cruzeiros – recorde em partidas disputadas no Estado. Em jogo, o título de campeão do 1º turno do quadrangular final do Campeonato Paranaense. Em campo, o Grêmio Maringá, fazendo uma campanha empolgante depois de passar pela repescagem do torneio e, do outro lado, o poderoso Coritiba, em busca de um inédito heptacampeonato.

Com a bola rolando, o poderio que se viu foi do alvinegro da Cidade Canção. Eu estava lá, na arquibancada coberta abarrotada de gente, junto com meus amigos da família Boso, levados que fomos pelo Seu Elísio. Tinha completado 11 anos naqueles dias. E vi – para nunca mais me esquecer – quando aos 21’, Freitas cobra o escanteio para a intermediária. Didi, o Maestro, amortece no peito, deixa a bola pingar uma vez no gramado e solta uma tijolada que vai direto para o ângulo esquerdo do goleiro Sérgio. Golaço que desnorteou a equipe coxa-branca. No microfone da Rádio Difusora, o indefectível Antonio Paulo Pucca grita GOL quatro vezes!

Aproveitando-se da superioridade, e empurrado pela Torcida Guerreira, o Galo do Norte amplia nove minutos mais tarde. Bernardo inicia um contra-ataque ainda no campo de defesa e inverte a jogada para a corrida de Freitas, pela extrema-direita, que invade a área e, na cara do goleiro, dispara para marcar o segundo tento.

O Coritiba reclama a não-marcação de impedimento no lance, mas o juiz Rubens Maranho determina o reinício da peleja. Antes do final da primeira etapa, Aladim, ponteiro do Coritiba, acabaria expulso.

O segundo tempo começa no mesmo ritmo. Contudo, aos 9’, Assis é expulso e estabelece o reequilíbrio numérico. O time da Capital se aproveita, e Adilson marca de cabeça, aos 16’, após falta cobrada pelo lateral direito Hermes. Foi o máximo que conseguiu o alviverde naquela tarde. O Grêmio se fechou atrás e não foi mais ameaçado. Vitória do Grêmio Maringá, que assim conquistava o primeiro turno e assegurava seu lugar na decisão final.

O Coritiba ainda ganharia o segundo turno do quadrangular. Na decisão final, Itamar, de cabeça, decretou a vitória maringaense no primeiro jogo, em 25 de setembro. Na semana seguinte, em 02 de outubro, empate no Couto Pereira, 1 a 1, com Itamar, sempre ele, anotando em cobrança de falta. Partida transmitida, ao vivo, pela TV Cultura. Festa e carreata na Avenida Brasil, na Praça Getúlio Vargas.

Grêmio de Esportes Maringá, campeão paranaense de 1977. Há 40 anos. Uma história de infância que eu sempre quis resgatar e que, certamente, está na memória de muitos outros maringaenses. Quanta saudade!

 

Grêmio Maringa 2 x 1 Coritiba

Local: Willie Davids. Juiz: Rubens Maranho; Renda: Cr$ 1.134.040,00; Gols: Didi 21 e Freitas 30 do 1º; Adilson 16 do 2º. Cartão amarelo: Nilo, Celso e Zé Carlos; Expulsão: Aladim e Assis.

Grêmio Maringá: Vágner, Assis, Nilo, Celso, Alberico, Didi, Nivaldo, Freitas, Ferreirinha, Itamar (João Marques) e Bernardo (Valdir).

Coritiba: Sérgio, Hermes, Duílio, Vicente, Zé Carlos, Isidoro, Jerônimo, Wílson (Borjão), Alfredo (Washington) Adílson e Aladim.

(Fontes de referência: A História do Futebol Profissional de Maringá, de Reginaldo Lima e Ortílio C. Vieira – Tilinho; Revista Placar nº 385, de 09/09/1977; e vídeo do canal Maringá Histórica, no Youtube – https://www.youtube.com/watch?v=jjh9lxpgGLc – Fotos: Revista Placar)

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dez
16
2017
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Botafogo, campeão brasileiro de 1995


Vinte e dois anos atrás, Túlio, Donizete, Sérgio Manoel, Wilson Gottardo e companhia levam o Botafogo ao seu maior título nacional.

(Clique na imagem para vê-la no formato poster, ou faça o download clicando no link abaixo)

Infogol Túlio - 1995 (Poster A4 - PDF) (25 downloads) )

 

 

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dez
12
2017
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O fim de um longo jejum nos traços de Gepp e Maia

Estádio do Morumbi lotado, 13 outubro de 1977. Super Zé Maria cobra a falta pela direita. Basílio cabeceia e Vaguinho enfia a bota para acertar o travessão da Macaca. Cabeçada de Vladimir, bloqueio de Oscar. Até a bola encontrar Basílio. Pé angelical. Bola no barbante. Fiel enlouquecida. Corinthians, campeão paulista. O fim de um jejum de 23 anos na pena inconfundível de Gepp e Maia, que ilustraram, simplesmente, 73 gols (!) para a Placar de 21/10 daquele ano. O infográfico fala por si. Sensacional. Mestres inspiradores.

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dez
11
2017
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O gênio e os outros

Durante a Copa de 1990, comentando um dos jogos para a Globo, o impagável Chico Anysio disparou a melhor definição que já ouvi sobre a velha questão de quem é, afinal, o melhor jogador do Mundo em todos os tempos: “Se o Pelé fosse sequestrado, iriam pedir 10 Maradonas de resgate!”.

Maradona acabaria aquela Copa com o vice-campeonato, após a sua Argentina eliminar o Brasil nas oitavas de final. Ainda disputaria o torneio de 1994, do qual seria banido após ser flagrado no exame anti-doping. Pelé foi eleito o Atleta do Século XX e poucos – além do próprio Maradona – tinham dúvida sobre quem reinou acima de todos no futebol mundial.

Novo século, novos craques, eternas e inevitáveis comparações. Quem é o melhor: Pelé ou Messi? Estatística, quantidade de gols, títulos, relevância. Nada é capaz de convencer os que defendem um ou o outro. Muito embora, ultimamente, reste a Messi ainda ter que provar que é melhor que o português Cristiano Ronaldo – ambos empatados com cinco Bolas de Ouro, concedida ao melhor jogador da Europa.

Eu não tenho dúvida, claro. Pouco importa se jogou em outra época, se o futebol era diferente, se o jogo era mais lento (sempre que usam esse argumento, jamais mencionam como o jogo, também, era muito mais violento e menos punitivo), Pelé foi e é superior aos demais, sejam eles Maradona ou Messi. Ou ainda Cristiano Ronaldo, Eusébio, Di Stéfano ou Puskás.

E, para mim, o lance que ilustra esse post – e que marca a retomada do Infogol!, após quatro anos adormecido – é a síntese do que diferencia o Rei de todos os demais súditos: a genialidade. O jogo pelas semifinais de 1970 já estava decidido a favor do Brasil (3 a 1 contra o Uruguai), mas a antevisão da jogada, a ousadia, a capacidade ímpar de dosar a sua velocidade equilibrando-a frente ao deslocamento da bola e  a chegada de um atônito Mazurkiewicz, não podem ser explicados somente com as leis da física, ou com teorias da psicologia. Um lance atemporal, que não possui relação com preparo físico, esquema tático, velocidade do jogo. Um lance de Pelé, simples assim.

Foi o mais lindo gol, no qual a bola, teimosa, simplesmente não quis adormecer nas redes negras do Jalisco.  Ela, a bola, talvez tenha concluído que era melhor deixar somente o drible para a posteridade, e que o gol – só mais um entre mil e tantos e o quarto daquela partida – quem sabe, ofuscaria o ineditismo do lance. 

“A bola da Copa é o gesto sem bola de Pelé, aplicando em Mazurkiewicz maravilhoso corta-luz-clarão de inteligência que a memória dos meus olhos não esquecerá jamais.” (Armando Nogueira, no “Jornal do Brasil”, 18 de junho de 1970)

 

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dez
09
2017
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1958: Campeão do Mundo, finalmente

“Decorridos 10 minutos. Nilton Santos levanta em direção à área para o garoto de 17 anos assombrar o mundo. Pressionado por Sigvard Parling, Pelé mata no peito, aplica um lençol incrível em Gustavsson e, sem deixar a bola cair, finaliza com perfeição no canto direito de Svensson. E que golaço! Pelé ensaia a jogada no final do primeiro tempo e a executa com perfeição na etapa complementar. O Brasil chega aos 3 a 1, sobrando em campo.” (trecho de “Campeões para Sempre”)

 

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